TRIBUNAL SIC OU A INQUISIÇÃO DOS IRMÃOS COSTA

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Lisboa, 17 de Novembro de 2022 – O ADN – Alternativa Democrática Nacional repudia o ataque vil e desprezível que a SIC fez às Forças de Segurança no programa GRANDE REPORTAGEM SIC – “Quando o ódio veste farda: os crimes de polícias e militares nas redes sociais”.

É, no mínimo, estranho que esta reportagem tenha aparecido num momento em que o Governo e, em particular, António Costa, tem sido confrontado, quase diariamente, com casos de corrupção, incompatibilidades e favorecimentos dentro do executivo.

Acontece que, Ricardo Costa, irmão do Primeiro-Ministro António Costa, é diretor de informação da SIC e diretor geral de informação do Grupo Impresa, pelo que, talvez não seja assim tão estranho o timing da reportagem.

No programa a SIC não se coibiu de atacar de forma deplorável as Forças Policiais, PSP e GNR, acusando os seus elementos de serem racistas, xenófobos e de praticarem crimes, sem se apoiar numa decisão judicial ou sequer numa investigação oficial para provar as acusações que fez. Este canal de televisão acusou as Forças Policiais apenas pelo resultado daquilo que, na opinião dos seus repórteres, considera ser a verdade.

Sabemos que em todos os trabalhos e serviços existem bons e maus profissionais, mas isso não dá o direito à SIC de promover a ideia de que as Forças Policiais são, na sua generalidade, um bando de malfeitores ou de associados do Ku Klux Klan.

E qual é o objectivo da SIC, uma organização que é dirigida pelo irmão do nosso Primeiro-Ministro, ao fazer um ataque destes às Forças Policiais, nomeadamente à PSP e à GNR?

Para além do que já mencionamos acima, perguntamos o seguinte:

Será que querem apoiar o Governo a fazer uma “política de cancelamento”, para que os crimes perpectuados pelos nossos governantes sejam esquecidos ou para que os agentes tenham receio de importunar os amigos do irmão do Ricardo Costa?

Ou será que a SIC quer desviar as atenções das constantes agressões perpetradas contra os agentes das Forças Policiais e que, nas últimas semanas, têm aumentado exponencialmente?

E se, na verdade, o que está aqui em causa é o Regime querer colocar o povo contra as Forças Policiais e enfraquecê-las de modo que, no futuro, estas não possam travar as medidas inconstitucionais e ditatoriais que estão a ser negociadas na Assembleia da República?

E qual o motivo para não se falar sobre a anormal taxa de suicídio entre os elementos das Forças Policiais e que provam as pressões e condições indignas de trabalho a que os agentes são sujeitos e a falta de apoio por parte das respectivas direcções da PSP e comandos da GNR?

O ridículo é que a SIC conseguiu fazer o absurdo de acusar cerca de 591 agentes de praticarem actos criminosos, ou seja, cerca de 1,4% dos elementos da PSP e da GNR actualmente no activo em Portugal, num universo de cerca de 43 mil agentes, para tentar passar a mensagem de que esta minoria representa a quase totalidade dos agentes que integram as nossas Forças Policiais.

O que a SIC não investiga e não dá grande relevo é ao ataque feito pelo Regime aos elementos da PSP e da GNR que não são licenciados, o que inclui os agentes, agentes principais, agentes coordenadores, chefes, chefes principais, chefes coordenadores (PSP), sargentos e guardas (GNR), que são aqueles que foram subalternizados, durante dois anos para as funções de fiscais dos bons costumes da moral eugénico-sanitária.

Há muito que o Regime exerce o controlo sobre esses elementos através do condicionamento por processos de humilhação, castigo e punição. Ao mesmo tempo que se encerram esquadras e acantonam agentes nas juntas de freguesia, criam-se divisões para arranjar lugares confortáveis para os elementos da PSP que saem da Escola Superior de Polícia e da Academia Militar.

Nunca houve tantos  oficiais para tão poucos agentes. Um trabalho jornalístico sério passaria necessariamente por explicar que, no caso da PSP, um agente fica mais de dez anos nessa categoria antes de subir para a de agente principal, período durante o qual aufere um salário base pouco superior a 800 euros, para além de ter, normalmente, que dividir habitação com outros agentes.

Na verdade, o Regime pretende livrar-se dos elementos das Forças Policiais, pois tem sido defendido sistematicamente a troca do patrulhamento pela vigilância electrónica, vinte e quatro horas por dia, com recurso, certamente, aos dados biométricos das pessoas.

Isso poderá explicar o esforço do Regime em tornar a profissão cada vez menos atractiva.

Independentemente de o objectivo de qualquer país é ter zero agentes das Forças Policiais suspeitos ou condenados por cometerem crimes, temos de perceber que, o facto de sermos humanos, impede alcançarmos essa ambição utópica.

Depois, ao apresentar um título como: “Quando o ódio veste farda: os crimes de polícias e militares nas redes sociais”, a SIC quer efectivamente passar a imagem de que quem comete crimes é a grande maioria dos agentes das Forças Policiais, quando isso, como já demonstrámos acima, não corresponde, nem de perto nem de longe, à verdade.

O facto de existirem cerca de 43 mil operacionais na PSP e na GNR foi sonegado aos portugueses nesta grande entrevista, provavelmente, para fazer passar uma imagem de que existe um enorme corporativismo criminoso, racista e xenófobo.

O ADN não compactua com criminosos, racistas e xenófobos, mas não podemos passar para o campo oposto e começar a difamar as Forças Polícias, apenas porque uma minoria sem expressão é acusada de o ser.

Por outro lado, é estranho observar o Primeiro-ministro António Costa, irmão do director da SIC, Ricardo Costa, a defender o princípio da presunção da inocência aos elementos do governo que são acusados com provas irrefutáveis de corrupção, compadrio ou incompatibilidades e ver que a cadeia televisiva acusa, condena e executa elementos das Forças Policiais num julgamento kafkiano, em praça pública.

O que nos parece é que estamos a caminhar a passos largos para o fim da democracia e da liberdade de expressão, pois falta muito pouco para proibirem o povo de poder criticar os políticos e governantes, como a SIC parece querer defender. Vá-se lá saber o porquê…

Por último, o ADN, independentemente dos erros e falta de humanismo de alguns elementos, com certeza que poucos, estará sempre ao lado do povo, das Forças Policiais e das Forças Armadas.

As tuas liberdades, direitos e garantias estão a ser violadas.

O ADN é o único partido que nunca permitirá que mexam nas leis fundamentais.

Junta-te a nós e saberás como ser um resistente às políticas globalistas.