O ADN – ALTERNATIVA DEMOCRÁTICA NACIONAL ACUSA A ADMINISTRAÇÃO DA TAP AIR PORTUGAL DE COMETER ILEGALIDADE E DISCRIMINAÇÃO HETEROFÓBICA NO CASO DA SUSPENSÃO DE UM TRABALHADOR DA EMPRESA

O presidente do partido ADN – Alternativa Democrática Nacional, Bruno Fialho, enviou hoje uma carta ao Ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, a exigir uma posição urgente contra a atitude ilegal e heterofóbica por parte Administração e do gabinete jurídico da TAP Air Portugal.

Lisboa, 13 de Outubro de 2021 – O ADN não aceita que na TAP Air Portugal, ou em qualquer empresa pública ou privada, seja possível um trabalhador ser falsamente acusado por uma colega assumida activista LGBT e imediatamente “condenado” pela entidade patronal, sem ele ser ouvido ou sequer as testemunhas que presenciaram os factos, pois, passa a mensagem de que existem determinados lóbis cívicos e políticos que têm um poder infinito dentro dessa empresa e até do próprio Estado.

“Fui informado que a trabalhadora fez a participação directamente ao gabinete jurídico da empresa e nem sequer reportou o caso à sua chefia directa, como é suposto fazê-lo, provavelmente por acreditar que poderia ter, como parece que se veio a confirmar que teve, o apoio imediato da directora do gabinete jurídico da empresa, a Dra. Stéphanie Sá Silva, esposa do ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, que é conhecida por apoiar publicamente a causa e associações LGBT”, denuncia Bruno Fialho, presidente do ADN.

E acrescenta: “No entanto, havendo 9 testemunhas a afirmarem que a trabalhadora mentiu e não havendo outras arroladas por ela, considero inadmissível que o piloto continue suspenso, o que por si só é motivo mais do que suficiente para considerarmos que a Administração da TAP está a ter um comportamento discriminatório e heterofóbico, pois se houve uma celeridade, que até foi ilegal, para decidirem sobre a suspensão do trabalhador, o mesmo não está a acontecer para o seu regresso ao trabalho.

Mais informo que, para além desta inqualificável situação ter sido despoletada por uma assumida radical activista LGBT, dias depois de ter apresentado queixa do piloto, esta ofereceu-se para dar palestras de combate homofóbico na TAP, o que é revelador do apoio e da impunidade que ela sente ter por parte de quem gere esta empresa.”.

“Será que os Trabalhadores da TAP são menos dignos ou têm menos direitos laborais e Constitucionais do que aqueles que parecem ser concedidos à Administração da empresa ou à Directora do Gabinete Jurídico da TAP? Ou será que, na verdade, o Governo não tem mão na TAP e já nem sequer faz por cumprir a lei e a Constituição da República Portuguesa nessa empresa, particularmente quando tem de escrutinar familiares de importantes políticos que pertencem ao partido que apoia o Executivo?”, questiona Bruno Fialho.

“O Ministro Pedro Nuno Santos e o próprio Governo têm de tomar uma posição urgente contra esta ilegalidade e discriminação heterofóbica feita pela Administração e pela Directora do gabinete jurídico da TAP Air Portugal.

Da mesma forma que não podemos tolerar discriminações ou ataques feitos a quaisquer outras comunidades ou pessoas, o Ministro e o Governo não podem consentir que, principalmente nas empresas detidas ou participadas pelo Estado, haja um sentimento de total impunidade para quem é activista ou defensor de uma determinada comunidade, lóbi ou associação”, considera Bruno Fialho.

O que aconteceu na TAP Air Portugal com um trabalhador a ser falsamente acusado por uma colega assumida activista LGBT reveste-se de uma enorme gravidade jurídica e imoral, pelo que, não iremos tolerar mais ataques prepotentes perpectuados por lóbis que se consideram acima da própria Constituição e que tentam impor à força as suas posições aos portugueses”, conclui Bruno Fialho

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